Tudo bem, o que é “BDSM”?

“BDSM” é uma abreviação de “B & D” (Bondage & Disciplina), “D & S” (Dominação & Submissão), e “S & M” (sadomasoquismo). “BDSM” refere-se a uma ou todas estas coisas, e um monte de coisas além.

Amarrar o seu amante é BDSM; causar dor a essa pessoa, ou controlar essa pessoa em tudo o que ela faz, ou um milhão de outras coisas podem ser BDSM. BDSM é altamente erótico, usualmente (mas nem sempre) envolve sexo ou tensão sexual e é altamente psicológico o envolvimento entre os “jogadores”. Uma pessoa (o “submisso”) concorda em submeter-se a outra pessoa (o “dominador”), ou, alternadamente, uma pessoa concorda em receber algum tipo de sensação, como spanking, de outra.

Algumas pessoas gostam de ser submissas em todos os momentos, algumas pessoas gostam de ser dominantes o tempo todo; algumas pessoas gostam de mudar, ser submisso um dia e dominador no outro, esses são chamados switcher

Muitas pessoas praticam algum elemento de BDSM em suas vidas sexuais sem sequer se aperceba disso. Podem pensar em “S & M”, como: “essas coisas que as pessoas fazem com chicotes, velas e outras coisas”, mas algemam um ao outro de vez em quando, dão algumas palmadas e puxões mais fortes nos cabelos…

Todas estas coisas são “BDSM”. BDSM não é necessariamente “hard”, sadomasoquismo; ele pode ser extraordinariamente sutil, sensual e suave. Prender seu parceiro na cama e vendá-lo com um lenço de seda, utilizar-se de cubos de gelo ou passar algo macio como pele de coelho no corpo de sua amante é qualificado como “BDSM” (especificamente, de um jogo chamado “sensação play”).

BDSM é tão variado como são as pessoas que o praticam.

Algumas pessoas, eu incluída, ama a estética de um elaborado arreio, ou uma elaborada forma de amarração, outros simplesmente não estão interessados em técnicas de aprisionamento e sim em outros elementos. A chave para todas estas diferentes formas de BDSM, no entanto, é a troca de poder. Uma pessoa (o “submisso”) escolhe permitir que a outra pessoa (o “dominador”), tenha controle sobre ele ou ela, de alguma forma – pode ser permitir que o dominante amarre-o, que o dominador espanque-o, ou simplesmente fazer tudo que o dominador ordene que faça.

Ei, BDSM NÃO é abuso!

As pessoas que estão praticando BDSM, em qualquer uma de suas milhares de formas, fazem voluntariamente, para se divertir. É uma forma de explorar, de conhecer. Tudo que acontece em um relacionamento BDSM é consensual; e acredite ou não, não se trata apenas do dominador recebendo o que ele quer; é também o submisso obtendo mais conhecimento sobre o que ele deseja.

Um agressor não leva em consideração os sentimentos, necessidades, ou limites da vítima. Um dominador BDSM está preocupado acima de tudo com as necessidades e desejos do submisso. Bastante simples, realmente.

 

 

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