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Apresentação
Postado em Pessoais em Abril 12, 2008 por deusanemesisNão sou uma Dominadora profissional. Algumas vezes já fiquei tentada, mas sei que viver desta maneira seria desgastante. Cansaria-me depender disso. Prefiro praticar o BDSM como uma faceta de minha vida, não como seu único eixo. Respeito as profissionais. São imprescindíveis. A grande maioria dos sadomasoquistas prefere uma relação com pagamento. Pensam que assim se comprometem menos, e não se sentem tão pressionados como perante uma Dominadora que faz por puro prazer.
Isso é importante, porque nós Dominadoras “amadoras” provocamos bastantes dúvidas, indecisões e medo. Se entregar a nós é se tornar como uma flecha às cegas. Ir a uma profissional lhes permite controlar uma parte da relação. Escolher a ocasião. E saber que recebem um serviço, e que portanto, podem avaliá-lo. Julgar. É a vantagem de ser “cliente”, ou seja, consumidor. Quase todos meus escravos já tiveram relações com profissionais. No geral não têm boa recordação, ainda que sempre tenha alguma de quem falam com admiração, mas são exceções. O submisso que sai com profissionais está bastante deformado, e necessita ser reeducado, colocá-lo no rumo certo. Fazê-lo entender que a finalidade de sua existência é viver para dar prazer à sua Dona. No sentido mais amplo e completo da palavra.
Quando um aspirante a escravo decide entregar-se a mim, implica que aceita este Jogo. Sua preocupação, seu único pensamento, sua obsessão, há de ser o prazer de sua Dona. Também lhe farei desfrutar desse prazer, é claro. Mas como reflexo de meu prazer, e não como uma finalidade em si.
O chamo Jogo, com maiúscula, porque é disciplinar: há regras subentendidas que aceitamos, em nossos mútuos papéis. Quando o Jogo começa, o resto do mundo tem de ficar fora. Os participantes têm de estar entregues por completo.
Já não é tempo de pensar, nem de fazerem-se perguntas. As dúvidas hão de ser antes, ou depois. Mas nunca “durante”. Aborrece-me demais notar que o escravo não está concentrado em viver o momento. Se noto algum desinteresse, o deixo sem pensar duas vezes. A entrega tem de ser vivida com plenitude. Não vale meia entrega.
