Arquivo para Abril, 2008

Dog play

Postado em BDSM em Abril 27, 2008 por deusanemesis

Uma dog play desperta muitas sensações tanto para a Domme (a Criadora) quanto para o escravo (o cão). Normalmente esses sentimentos, são uma combinação de humilhação, disciplina, controle e adoração. Embora alguns dominadores considerem que humilhação é primordial para a atividade, ela não tem de ser, tem tantos limites e fronteiras como os participantes desejam que tenha, esse fetiche pode ser qualquer coisa que os participantes desejam que seja e a maioria deseja que seja alegre e divertido. No seu aspecto físico e emocional, esse jogo assemelha-se a todas as outras atividades BDSM e, por conseqüência, a ética e, o mais importante, ser consensual são primordiais. O jogo não tem necessariamente que envolver contato sexual de qualquer tipo.
O papel do cão não é diferente de um cão de estimação que recebe recompensa por bom comportamento e castigo por comportamento incorreto, obedece a sinais de comando. A Criadora ao modelar o escravo para ser seu animal de estimação, na verdade ela está apenas liberando o animal que já existe dentro dele

 

Poney play

Postado em BDSM em Abril 27, 2008 por deusanemesis

 

Pony-play é uma atividade distinta dentro do BDSM. Combina Bondage, Disciplina, Dominação e Submissão e uma pitada de Sadomasoquismo. É um jogo que envolve uma troca de poder entre o “adestrador” e o submisso, que assume o papel de um “pônei”. Tipicamente o homem “pônei” é obrigado a usar um arreio e rédeas enquanto executa ações que um verdadeiro pônei iria executar como correr puxando uma carroça, ou sendo preparado com os apetrechos de montaria, inspecionado e exibido. Claro que o “adestrador” vai disciplinar o “pônei”, usando um chicote. Alguns dos pôneis desfrutam da perda de controle, enquanto alguns amam sentir o cheiro do constrangimento que o fetiche impõe: a incapacidade de fuga, a perda do direito de falar, ou a necessidade de força física com a apresentação.

SM

Postado em Sem Categoria em Abril 21, 2008 por deusanemesis

 O que é SM:
SM é dor.
Às vezes, SM é prazer.
Às vezes, SM é castigo.
Sadismo não é o mesmo que Dominação.
Masoquismo não é o mesmo que submissão.
Um Mestre não é um Dominador, não é um Sádico.
Pode ser os três, mas é raro.
Um servo não é um submisso, não é um masoquista
Pode ser os três, mas é raro.
SM não é tão facilmente determinado.
SM é aceitar seus desejos e necessidades.
SM é estar empurrando limites – continuamente, seja intencional ou não.
SM é mais dor.
SM pode ser uma troca amorosa, mas nem sempre é.
SM pode ser agradável para ambos as pessoas, mas nem sempre é
SM é chorar quando você não quiser chorar.
SM é chorar quando você sente NECESSIDADE de chorar.
SM é dor porque VOCÊ quer.

SM é às vezes divertido.
SM às vezes não é divertido.
SM pode incluir dramatizações, dominância, submissão. Ou não.
SM pode ser simplesmente uma extensão de D / s, ou não.
SM pode ser espiritual, ou não.
SM pode ser sexual, ou não.

 

 

 

São, Seguro, Consensual

Postado em BDSM em Abril 21, 2008 por deusanemesis

São, Seguro e Consensual

 

Estes são os três princípios de um relacionamento D/s.
    Em primeiro lugar vem a segurança. E quer dizer exatamente o que diz. Jogar com segurança. A melhor maneira que existe para se “jogar seguro” é estabelecer uma aberta e honesta comunicação antes de qualquer tipo de jogo, isso ajuda a estabelecer limites e uma base de confiança.

    São, desta vez é bem difícil. Quem é saudável para dizer o que é e o que não é são? Cada relação é diferente. Não coloque extrema expectativa sobre você ou seu parceiro. Esteja consciente das suas necessidades emocionais. Um não deve nunca perder a sua identidade para outro. Muitas coisas que se lê em contos são fantasias. Muitas dessas fantasias não se aplicam ao mundo real. Pense antes de agir, certifique-se de que o que você está fazendo é realmente possível antes de tentar. Lembre-se, D / s é um estilo de vida, mas não significa assumir toda a sua vida.
    Consensual, as atividades D / s devem ser agradáveis para ambas as partes e acordada por ambas. Nada jamais deve ser feito a menos que ambas as partes consintam para isso. Como pode algo lhe dar prazer se você é obrigado a fazê-la? Não me refiro a um gentil Dom perguntando a todo o momento o que o submisso quer, mas um Dom nunca deve esquecer que ele só é o Dom porque o submisso lhe permite ser.
Sem o submisso permitir esse controle, não há Dom. Submissão é um dom, raras na verdade, e deve ser tratado como tal.

Se os dois primeiros princípios da relação D / s são cumpridos quando o relacionamento começa o terceiro virá automaticamente. E quanto mais a confiança no relacionamento cresce, maior será o prazer de ambos.

O que é uma relação D/s

Postado em BDSM em Abril 21, 2008 por deusanemesis

Se alguém perguntar o que é “Dominação e submissão” irá receber das pessoas envolvidas nesse tipo de relacionamento as mais diferentes respostas. No entanto, a maioria concordará que D/s consiste numa relação consensual de troca de poder entre duas pessoas. Uma pessoa está no controle, conhecido como dominador, a outra pessoa é controlada, conhecido como submisso (note que o “Dominador” é normalmente maiúsculo e que “submissos” não é). O submisso dá certa quantidade de ‘poder’ para o Dominante sobre sua vida. Isto pode ser simples com o dominante dizendo-lhe o que vestir a cada dia, ou pode ser tão complexo como ele ter de pedir autorização para o Dominante até mesmo sair de casa. O ponto importante a ser observado é que estamos tratando de relações consensuais. Os direitos do submisso não são tomados deles, esses direitos são tratados livremente durante um período de negociação.

 


Existem alguns termos que são usados dentro do estilo de vida D/s:
• Dominador – A pessoa a quem é dada certa quantidade de controle sobre o submisso. Outras maneiras de descrevê-los são Dom e Domme.
• submisso – A pessoa que dá certa quantidade de controle para a Dominadora. Outros termos usados para descrevê-los são sub e escravo.
• D/s – Dominação e submissão. Um relacionamento com troca de poder.
• baunilha – relacionamento sem envolvimento D/s.

 • 24 / 7 – Viver um relacionamento D/s 24 horas por dia, sete dias por semana.
• Cena – A melhor maneira de descrever uma “cena” é pensar numa cena de filme. É uma interação entre um Dom e uma sub. Essa cena  não tem que ser sexual; tudo o que é necessário é que exista a troca de poder entre os participantes.

• Top – Um Dominante para apenas uma cena.

• bottom – Um submisso para apenas uma cena. Isto não significa a pessoa é sempre um submisso. .

• Switcher – Alguém que alterna entre papéis de dominante e submisso.
• Safeword (palavra de segurança) – Palavras que são usadas por qualquer Dom ou sub para desacelerar, ou parar uma cena. Escolher a palavra que será usada faz parte da negociação.

 

 

Postado em Sem Categoria em Abril 16, 2008 por deusanemesis

Muitas vezes ouço dizer que as pessoas no BDSM seguem milhares de protocolos. Isto simplesmente não é verdade. O que essas pessoas têm são SUAS regras.
Como ocorre com tudo em BDSM não existem bases claras, direitos, regras ou protocolo. As regras/bases/protocolo são individualizadas. Alguns seguem a Velha Guarda, outros preferem a Nova Guarda e outros têm suas próprias maneiras. Tudo o que importa é que quem está envolvido numa relação de BDSM compreende e concorda como essas bases/regras/protocolo/orientações são utilizadas.
Aqui coloco algumas coisas para você pensar e ponderar. Você pode concordar ou discordar com algo ou com tudo que está escrito abaixo. São coisas que ouvi ao longo de alguns anos e que são praticadas por pessoas envolvidas em BDSM.

Não significa que concorde com o que está na lista. Esta lista está aqui simplesmente para você olhar, pensar e criar os seus próprios fundamentos / regras / protocolo / orientações, independentemente se você é Dom ou sub.

Direitos humanos básicos, cortesia e respeito às leis se aplicam sempre, não importa sua procedência ou posição numa relação BDSM.

Possuir maneiras e cortesia normais, tal como o resto da sociedade. Portanto, só porque você alega ser uma Dominadora não espere poder tratar todos os submissos como se fosse seu submisso, que isso NÃO É CERTO. Só porque você alega ser um submisso não espere que toda Dominadora o trate como se pertencesse a ela, que isso NÃO É CERTO.
Ninguém deve esperar que um submisso obedeça a uma Domme ou que uma Domme dê ordens a ele, quando não existe um relacionamento entre eles.
Até que o submisso declare sua submissão, nenhuma Domme tem o direito de intimidar, forçar ou tirar sua liberdade.
Até que uma Domme tenha aceitado sua submissão, nenhum submisso tem o direito de tentar manipular, se intitular, ou forçá-lo a tirar sua liberdade.
Ambos devem ter confiança e respeito mútuos, não devem mentir ou ocultar coisas um do outro, nem devem aceitar que o outro faça isso.
Ambos devem ser emocional e fisicamente sãos e esperar que assim permaneçam em todo e qualquer relacionamento.
Ambos devem ter o tempo que eles sentem que necessitam e não permitir que o outro o force ou apresse em NADA.
Submissos não esperem sua Dona para corrigir ou resolver todos os seus problemas. Certamente sua Dona quer ouvir sobre a sua vida, mas ela não quer ouvi-lo falar de seus problemas de forma contínua, se tem problemas reais, procure um terapeuta. Isso serve também para a Domme, se você está constantemente descarregando seus problemas em seus submissos, você está apenas pesando-os com coisas que eles não podem suportar (e eles querem fazer tudo para que você se sinta confortável), se você tiver problemas reais vá ver um terapeuta.
É esperado dos submissos que obedeçam imediatamente e não questionem ordens, desejos e caprichos da Dona.
O submisso deve dizer à Dona o que gostaria que ela fizesse ou o que não está sendo cumprido dentro do que foi negociado entre ambos.
Uma Domme pode manifestar ternura, amor e compreensão quando ela desejar e isso não deve ser encarado como demonstração de fraqueza perante o submisso.
O submisso deve ser autorizado a expressar a carência de ternura, amor e compreensão quando sentir necessidade.
O submisso deve esperar ser autorizado a fazer perguntas, desde que sejam feitas respeitosamente.
Uma Domme tem o direito de parar qualquer sessão a qualquer momento.
Um submisso tem o direito de parar uma sessão a qualquer momento usando a  “ safe word” combinada previamente.
Uma Domme nunca deve se sentir culpada pela aplicação de uma punição, ela serve para que o submisso aprenda a cumprir suas responsabilidades para com sua Dona.
Ambos nunca devem ser abusivos um com o outro.
Um submisso jamais deve se considerar uma pessoa fraca por ser uma pessoa submissa. Ele deve ter em mente que é forte o suficiente para admitir que dentro de si existe o desejo de servir, obedecer e agradar  sua Dona.
O submisso deve sempre estar preparado para agradar sua Dona em qualquer lugar, em qualquer momento, não importa em que circunstâncias ou quem está em volta.
O comportamento de um submisso reflete diretamente em sua Dona, por isso deve agir conforme as expectativas de sua Dona em todos os momentos.
A menos que expressamente concedidos nenhum submisso tem qualquer direito ou privilégio em sua relação com sua Dona. E quaisquer direitos ou privilégios dados podem ser retirados a qualquer momento pela Dona. 
A Domme treina, ensina e dá forma ao seu submisso, de acordo com os seus desejos e anseios. Isso torna os seus submissos valiosos para ela. 
A Domme tem a última palavra em todas as questões ou problemas. O submisso deve acreditar que sua Dona usou o seu julgamento e equilíbrio ao tomar as decisões.
Nenhum submisso pode libertar-se de suas funções, serviços, entregar a coleira, terminar o relacionamento sem que a Domme dê sua aprovação prévia e consentimento.
Uma Domme pode ter tantos submissos quanto ela desejar ou necessitar.
Um submisso deve manter a mente aberta a experimentar coisas novas  expandindo seus limites.
Um submisso nunca deve a pensar que ele é melhor do que outro.
O submisso deve pedir ajuda, se sentir necessidade.

A quantidade de regras/ leis/ normas/ é grande e variada. cabe a cada um criar e aceitar as suas prórpias e colocá-las em prática com responsabilidade.

 

Postado em BDSM em Abril 13, 2008 por deusanemesis

                    Tudo bem, o que é “BDSM”?

“BDSM” é uma abreviação de “B & D” (Bondage & Disciplina), “D & S” (Dominação & Submissão), e “S & M” (sadomasoquismo). “BDSM” refere-se a uma ou todas estas coisas, e um monte de coisas além.

Amarrar o seu amante é BDSM; causar dor a essa pessoa, ou controlar essa pessoa em tudo o que ela faz, ou um milhão de outras coisas podem ser BDSM. BDSM é altamente erótico, usualmente (mas nem sempre) envolve sexo ou tensão sexual e é altamente psicológico o envolvimento entre os “jogadores”. Uma pessoa (o “submisso”) concorda em submeter-se a outra pessoa (o “dominador”), ou, alternadamente, uma pessoa concorda em receber algum tipo de sensação, como spanking, de outra.

Algumas pessoas gostam de ser submissas em todos os momentos, algumas pessoas gostam de ser dominantes o tempo todo; algumas pessoas gostam de mudar, ser submisso um dia e dominador no outro, esses são chamados switcher

Muitas pessoas praticam algum elemento de BDSM em suas vidas sexuais sem sequer se aperceba disso. Podem pensar em “S & M”, como: “essas coisas que as pessoas fazem com chicotes, velas e outras coisas”, mas algemam um ao outro de vez em quando, dão algumas palmadas e puxões mais fortes nos cabelos…

Todas estas coisas são “BDSM”. BDSM não é necessariamente “hard”, sadomasoquismo; ele pode ser extraordinariamente sutil, sensual e suave. Prender seu parceiro na cama e vendá-lo com um lenço de seda, utilizar-se de cubos de gelo ou passar algo macio como pele de coelho no corpo de sua amante é qualificado como “BDSM” (especificamente, de um jogo chamado “sensação play”).

BDSM é tão variado como são as pessoas que o praticam.

Algumas pessoas, eu incluída, amam a estética de um elaborado arreio, ou uma elaborada forma de amarração, outros simplesmente não estão interessados em técnicas de aprisionamento e sim em outros elementos. A chave para todas estas diferentes formas de BDSM, no entanto, é a troca de poder. Uma pessoa (o “submisso”) escolhe permitir que a outra pessoa (o “dominador”), tenha controle sobre ele ou ela, de alguma forma – pode ser permitir que o dominador o amarre, que o dominador espanque-o, ou simplesmente fazer tudo que o dominador ordene que faça.

Ei, BDSM NÃO é abuso!
As pessoas que estão praticando BDSM, em qualquer uma de suas milhares de formas, fazem voluntariamente, para se divertir. É uma forma de explorar, de conhecer. Tudo que acontece em um relacionamento BDSM é consensual; e acredite ou não, não se trata apenas do dominador recebendo o que ele quer; é também o submisso obtendo mais conhecimento sobre o que ele deseja.

Um agressor não leva em consideração os sentimentos, necessidades, ou limites da vítima. Um dominador BDSM está preocupado acima de tudo com as necessidades e desejos do submisso. Bastante simples, realmente.
 

 

 

 

Apresentação

Postado em Pessoais em Abril 12, 2008 por deusanemesis

Não sou uma Dominadora profissional. Algumas vezes já fiquei tentada, mas sei que viver desta maneira seria desgastante. Cansaria-me depender disso. Prefiro praticar o BDSM como uma faceta de minha vida, não como seu único eixo. Respeito as profissionais. São imprescindíveis. A grande maioria dos sadomasoquistas prefere uma relação com pagamento. Pensam que assim se comprometem menos, e não se sentem tão pressionados como perante uma Dominadora que faz por puro prazer. 

Isso é importante, porque nós Dominadoras “amadoras” provocamos bastantes dúvidas, indecisões e medo. Se entregar a nós é se tornar como uma flecha às cegas. Ir a uma profissional lhes permite controlar uma parte da relação. Escolher a ocasião. E saber que recebem um serviço, e que portanto, podem avaliá-lo. Julgar. É a vantagem de ser “cliente”, ou seja, consumidor. Quase todos meus escravos já tiveram relações com profissionais. No geral não têm boa recordação, ainda que sempre tenha alguma de quem falam com admiração, mas são exceções. O submisso que sai com profissionais está bastante deformado, e necessita ser reeducado, colocá-lo no rumo certo. Fazê-lo entender que a finalidade de sua existência é  viver para dar  prazer à sua Dona. No sentido mais amplo e completo da palavra. 
 
Quando um aspirante a escravo decide entregar-se a mim, implica que aceita este Jogo. Sua preocupação, seu único pensamento, sua obsessão, há de ser o prazer de sua Dona. Também lhe farei desfrutar desse prazer, é claro. Mas como reflexo de meu prazer, e não como uma finalidade em si. 
 
O chamo Jogo, com maiúscula, porque é disciplinar: há regras subentendidas que aceitamos, em nossos mútuos papéis. Quando o Jogo começa, o resto do mundo tem de ficar fora. Os participantes têm de estar entregues por completo.
Já não é tempo de pensar, nem de fazerem-se perguntas. As dúvidas hão de ser antes, ou depois. Mas nunca “durante”.  Aborrece-me demais notar que o escravo não está concentrado em viver o momento. Se noto algum desinteresse, o deixo sem pensar duas vezes. A entrega tem de ser vivida com plenitude. Não vale meia entrega.